[OFF] Interação com a equipe do Blog Geração Touch

Olá galera!. Essa postagem extra é uma oportunidade de criar interação com as outras integrantes da Equipe Geração Touch, da qual faço parte. Acesse o link e conheça mais sobre esse grande projeto de blog, que trará muita informação pra te ajudar a “sair da casinha”.

Nossa parceira Michelle sugeriu que cada um propusesse um tema relacionado com sua coluna no Blog Geração Touch (GT), e pedisse que os demais integrantes falassem a respeito. Pois bem, escrevo no GT a coluna “Clube do Bolinha”, e lá pretendo bater um papo sobre o “universo masculino”.

Bom, tem um detalhe. Eu sou o único homem da equipe, e pensei: “como as meninas poderiam interagir dentro desse tema?”. Daí surgiu uma ideia. A geração touch, nossa geração que vive essa enxurrada de informações, tem a disponibilidade de tecnologias incríveis e compartilha ideias, culturas, experiências diferentes com tanta rapidez, como nunca antes na história, tem vivido também mudanças drásticas nos conceitos, nas formas de compreender o mundo. A minha infância foi entre as décadas de 1980 e 1990, quando muitos grupos sociais (inclusive o meu) definiam o que seriam “coisas de menino” e “coisas de menina”. As crianças que ousassem transgredir essas regras, eram logo vistas com estranheza (algo que ainda exista hoje, embora haja mais espaços pra debate). Imagine naquela época uma menina brincar de “briga”, de super-herói. Um menino brincar de cozinha, com bonecas.

Então, pedi para que as meninas da equipe falassem sobre alguma experiência em brincadeiras ou atividades antes consideradas “coisas de menino”, e como essa experiência foi/é benéfica para elas.

 

Michelle Graça / Blog Michellândia

Olá pessoal do Limbo Reverso,

Meu nome é Michelle Graça, sou redatora de conteúdo do Blog Michellândia, onde escrevo sobre novos produtos e serviços que facilitem suas viagens. Estaremos juntos as quintas-feiras no Geração Touch, onde trarei um pouquinho dessa minha experiência em desbravar o mundo para vocês. Fábio, o homem entre as mulheres dessa Geração, propôs para nós meninas lindas a missão de contar para vocês quais as “coisas de meninos” que eram tabus e nós fazemos.

Acredito que sou uma pessoa privilegiada, cresci no meio dos meus primos e de seus amigos, não existindo muito por parte dos meus pais essa exigência de coisas de meninos e coisas de menina. Lembro-me de brincar de lutinha com meu pai quando era pequena (ele lutava boxe), de subir na mangueira do quintal da minha avó, de não ter muita frescura ao me vestir e sempre escolher por looks confortáveis, porém estilosos.

Quando “cresci”, além das nerdices do mundo geek que eu amo, mas admito ser um tanto quanto masculino, eu já fiz boxe (lembram-se das lutinhas com o pai?), adoro assistir F1, já fui na Vila Belmiro ver o grandioso Santos jogar (adoro futebol), sou daquelas que curtem uma cervejinha e um botequinho de bairro com os amigos. Tenho algumas amigas que acham que eu tenho um pouco de “cabeça de homem”, pela praticidade pela qual resolvo algumas questões e pela forma que enxergo a vida. Acredito que na realidade, eu apenas sou uma menina mais pratica que o normal, sem muito mimimi (apesar de ter os meus mimimis como toda menina).

Ah, importante: Não me venha com Cinderela, minha princesa sempre será a dona das Galáxias: Léia <3

Credito da Foto: Divulgação / Star Wars

 

Ju Passerini / Blog Descomplica os Trinta

Olá Galera, sou a Ju Pass, criadora e redatora do Blog Descomplica os Trinta e estarei com vocês toda Terça-Feira no Geração Touch falando de temas diversos sobre Comportamento. Serão abordados por lá assuntos que nos façam refletir e sair da zona de conforto e estou aqui hoje no Limbo Reverso para contar a vocês sobre uma situação dita como ¨masculina¨ até pouco tempo atras e que eu desempenho ou já desempenhei com toda a graça feminina.

Bom, eu sempre fui bem moleca, então desde pequena muitos dos meus comportamentos e atitudes foram voltados ao que diziam ser ¨coisas de menino¨, sempre fui a garota do joelho todo ralado, que amava empinar pipa com os primos, ia em diversos fins de semana pescar com meu pai e sujava a mão com minhoca, na adolescência e até hoje sou louca por vídeo game, meu primeiro carro foi todo equipado na onda de Velozes e Furiosos, adoro futebol e sempre tenho que provar a homarada que sei o que é um impedimento, torço loucamente para o meu time e fraguento estadio, trabalho, dirijo, pago conta, faço happy hour com as amigas e tenho uma caixa de ferramentas e tudo isso com rímel e batom.

Chega disso né pessoal? Não existe coisas de meninos ou meninas, atitudes de homem ou mulher, comportamento feminino ou masculino, cor certa a se usar, brinquedos voltados a um gênero, somos todos iguais.

Beijos Descomplicados e até Terça no Blog Geração Touch.

 

Tati Santana / Blog Escritora de Quinta

Eu sou muito grata por pertencer a essa nova geração, por viver nesse tempo louco onde muitas coisas têm acontecido e mudado. Sempre cresci no meio de meninos e sempre brinquei todas as brincadeiras de “meninos”. Era engraçado ouvir as pessoas dizendo para me comportar como menina, agir como menina, quando na verdade eu só queria correr na rua com meus amigos. Hoje eu vejo a mesma situação sendo debatida de maneira mais justa. Crianças invertendo as brincadeiras, meninos brincando de comidinha, meninas jogando bola e pessoas respondendo ao famigerado “mas isso é coisa de menina”, “você é mocinha, não pode fazer essas coisas”. Pessoas que entendem que são brincadeiras, que a criança tem o direito de brincar do que ela quiser desde que seja uma brincadeira saudável, certo? Fico feliz em responder o que me falavam quando eu era menor e mais feliz ainda em ver que não sou a única a revidar esse tipo de situação nos dias de hoje.

 

Ju Brochini / Blog Juliana Brochini

Pois bem vamos falar de experiencia com coisa de meninos, então vamos voltar a minha infância. Na minha antiga rua tinha mais meninos do que meninas para eu brincar, ou seja eu sempre joguei boleba, bola-de-gude, baleba, seja como você falar, te digo que eu conseguia encher uma garrafa de 2 litros de coca-cola de boleba, aprendi a jogar pião com o pai de uma amigo meu. Bem isso tudo na minha infância, hoje em dia não sei dizer ao certo, pois acho que hoje em dia tudo que era para um homem fazer, nos mulheres fazemos muito bem, que é desde trocar uma lampada, um pneu de carro, pilotar avião, entre outras coisa. Bem é isso, nos vemos por ai

 

Helô Lofrano / Blog Onde Cê Vai Loko

Confesso que essa interação foi muito difícil pra mim, porque da forma que cresci eu nunca tive uma separação de “isso é coisa de menino e menina não pode”. Minha mãe sempre me deu liberdade para que eu escolhesse minhas coisas, desde pequena, nunca impôs nada, então se eu queria ganhar um carrinho de presente de Natal no lugar de uma boneca ela me dava, eu não gostava de rosa (ainda não gosto) e nem de batom, mas queria ser modelo (e fui). Pratiquei esportes como Handball, boxe e Muay Thai e uma época quis fazer ballet.

Então o Fábio complicou minha mente hahahahaha. Mas eu acho uma coisa que gosto demais e antigamente era considerada “coisa de homem” é seguir a carreira policial. Atualmente estou estudando para disputar um cargo como delegada da policia civil. Às vezes algumas pessoas me olham com desdém e duvidam da minha capacidade de assumir um cargo desse. Mas acreditem, eu entendo muito sobre a carreira que quero seguir e por ser mulher não irei me “despedaçar” e nem ficar com medo em cada caso que eu tiver que trabalhar. Aprendi nesse mundo que não podemos subestimar ninguém simplesmente pela sua aparência. Não só eu, mas qualquer outra mulher que se dedique e tenha foco nos seus objetivos, conseguirá seguir a carreira que desejar 😉

Abraços Helô

 

Hanna Paiva / Blog Mundinho da Hanna

“Coisas de menino”… deixa eu pensar…

Bom, na realidade eu fui uma “decepção” pro meu pai que queria um menino. Quando ele viu que o David nasceu Hanna, tratou de arranjar umas bonequinhas e coisinhas de menininha como dizem por aí… afinal veio uma princesinha ao mundo… Mas a princesinha… na real… até hoje detesta bonecas… (rsrsrs) As que eu tinha eram as que minhas tias me davam e só. Bonecas para mim só tinham graça enquanto estavam dentro da caixa, depois não tinha mais sentido brincar com elas, até porque eu só brincava com elas quando estava com minhas primas mesmo… elas se amarravam em brincar de casinha, escolinha e afins… e eu fcava entediada muito rápido… =p

Mas ficava feliz quando brincava com os meninos… Meu pai, a muito contragosto, comprava para me agradar uns carrinhos e bolas que eu gostava na loja de brinquedos. Sim, eu era um verdadeiro moleque… queria me ver feliz era jogando bolinha de gude, futebol, brincando de queimado ou de lutinha… Sempre era a Power Ranger rosa (certas coisas não mudam, rsrs), mas se tinha menina no time da TV, por que eu não podia brincar também?! Era sempre esse argumento que calava a boca dos meninos quando eu me metia no meio deles (rsrsrs).

Para todos que eu conto sobre minha infância, a resposta é a mesma: “as aparências enganam mesmo… como uma mulher tão feminina como você odiava bonecas e brincava só com os meninos?!” Mas como deu para ver, o fato de ter sido um moleque quando criança não me fez ser mais ou menos feminina… apenas mais feliz… (rsrsrs) E… sim… por causa das lutinhas e dos desenhos de luta, resolvi começar a lutar de verdade e hoje sou campeã estadual de Karatê (faixa preta)… =)

 


 

Então pessoal, o que acharam dos depoimentos? Eu achei incríveis, todos! E já imaginava que assim seria, desde quando tive a ideia de sugerir isso às meninas. Pois essas garotas da equipe Geração Touch são extremamente antenadas e autoconscientes.

Acompanhem nossas postagens no Geração Touch e comentem!

Um grande abraço!

 

 

 

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