Por que o reboot de Tomb Raider para 2018 será melhor do que você pensa

Em 2011, A GK Films adquiriu os direitos de cinema para Tomb Raider, com os planos de reiniciar a icônica franquia de videogames na telona. Vários anos depois, as coisas finalmente acontecendo: os fãs irão receber um novo filme de Tomb Raider em 2018. Veja o que sabemos sobre esse reboot até agora.

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Elenco e equipe proeminentes

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Várias mulheres deram a Lara Croft sua voz em vários games, mas a única mulher a atuar no cinema foi Angelina Jolie no início de 2000. Muitas atrizes em Hollywood ficaram atrás do papel icônico, e Warner Bros. queria ter certeza de escolher a pessoa certa para o trabalho. Depois de reunir-se com várias atrizes, incluindo Daisy Ridley (Rey de Star Wars), o estúdio focou em Alicia Vikander. A julgar por essas fotos de Twitter publicadas na semana passada, parece que Vikander está fazendo muito bem até agora.

Tradução: Alicia Vikander já está  filmando Tomb Raider

Depois de firmar quem faria o papel principal, o estúdio começou a focar no elenco de apoio, que inclui Dominic West como o pai de Lara (Lord Richard Croft), Daniel Wu como capitão de navio Lu Ren e Walton Goggins como vilão Padre Mathias Vogel. Não se sabe muito sobre o filme, exceto por sua premissa básica. No entanto, Goggins tinha algumas palavras a dizer sobre seu antagonista não convencional.

“[Como outros personagens], tive muita sorte em ter a oportunidade de atuar ao longo da minha carreira, há razões reais por trás de seu antagonismo, e não é o que você esperaria. Ele é muito complicado, e suas motivações são puras”, disse Goggins ao Yahoo. Em conversa com a Collider, Goggins acrescentou que seu personagem está “confuso, zangado e desesperado”.

O diretor norueguês Roar Uthaug, cujo filme de desastre The Wave (2015) o colocou no mapa quando a Noruega o apresentou como o filme oficial indicado no Oscar de edição 88 como melhor filme de língua estrangeira. Infelizmente, não conseguiu. Uthaug está dirigindo o projeto com base em um roteiro do recém-chegado da indústria de Genebra, Robertson-Dworet, com a MGM e a GK Films se associando para produzir os filmes.

Uma história de origem para definir a franquia

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Depois de anos de espera, os fãs finalmente foram agraciados com um novo jogo de Tomb Raider em 2013, graças ao pessoal da Crystal Dynamics, que reiniciou a franquia com uma história de origem para definir esse universo Agora, a Warner Bros., cujo departamento de entretenimento interativo co-publicou a sequência do jogo, quer fazer o mesmo para a franquia do filme. E para isso, está se baseando na próxima reinicialização na história do videogame. Afinal, Tomb Raider é, essencialmente, uma franquia de videogame.

“Eles me disseram que estavam fazendo o filme com base no reboot do jogo de 2013″, disse Vikander à Uproxx. “Essa é mais uma história de origem.Você entra em um aspecto emocional ao conhecer Lara de uma forma profunda.” Com o reboot seguindo a premissa básica constante na reinicialização da história no videogame, surge a pergunta: será que a sequência do filme, caso isso aconteça, será baseada na história da sequência do jogo, Rise of the Tomb Raider? Vamos esperar que haja pelo menos algumas reviravoltas.

Uma aventura psicológica para mexer com sua cabeça

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Sabemos que o filme terá inspiração no reinício do jogo de vídeo da Crystal Dynamics, mas que tipo de filme será? De acordo com Walton Goggins, a história é como “Caçadores da Arca Perdida encontrando uma versão de gênero da novela de Joseph Conrad Victory: An Island Tale (que foi base para o filme Vitória – Fuga para o Amor (1996)”. Logo que ele leu o roteiro, ele disse que “pulou em cima da chance” de fazer o trabalho.

Embora tenha havido inúmeros filmes de aventura ao longo dos anos, o filme que realmente estourou, em todos os tempos, foi Caçadores da Arca Perdida, de Steven Spielberg, o primeiro filme de Indiana Jones. É o protótipo da aventura do tesouro. É um daqueles filmes que inspira uma multidão de diretores, incluindo Roar Uthaug, para se juntar à indústria cinematográfica. Uthaug expressou à IGN seu desejo de fazer um filme de aventura como Indiana Jones, que é uma das razões pelas quais ele passou a trabalhar como diretor. “Eu acho que nós queremos fazer com que se sinta como moderno filme de ação e para fazer com que o que aconteça, pareça que está acontecendo de verdade”, disse Uthaug.

Se você não está familiarizado com o mencionado romance de Goggins, Victory: An Island Tale é um conto psicológico de 1915 sobre um homem que acaba vivendo em uma ilha no que é agora a Indonésia, devido a um acidente de negócios. Embora complexa, a história aborda os efeitos do isolamento (especialmente em uma ilha) e como isso pode desfocar as linhas entre o que é civilizado e o que é bárbaro. Como Tomb Raider lida com alguém que está preso em uma ilha, talvez vejamos como Lara Croft consegue enfrentar seus infortúnios.

Um tipo diferente de Lara Croft

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Aqueles que não jogam o game Tomb Raider podem não ter ser uma ideia tão clara sobre a essência da história de Lara Croft – suas características, seu contexto, ou a razão para ela fazer o que faz. Ela é uma personagem de videogame icônica, mas é alguém que as pessoas gostariam de ser (sem falar do abandono em uma ilha remota)? Isso não foi explorado na tela antes, algo que Roar Uthaug está procurando mudar.

“Eu acho que fazer Lara Croft se sentir como um ser humano real, é algo que definitivamente queremos trazer para a telona também”, disse Uthaug à IGN. “Eu acho que nós iremos querer fazer as pessoas se relacionarem com Lara como um personagem.”

Não é nenhum segredo que a indústria de videogames tende a sexualizar de forma exagerada seus personagens femininos, uma tendência que sem dúvida começou com o primeiro game de Tomb Raider, há mais de 20 anos atrás. Os críticos não parecem entrar em acordo sobre se Lara é um modelo positivo ou negativo para mulheres jovens (e gamers). Claro, ela é uma personagem forte que depende muito de sua inteligência para sobreviver a situações extraordinárias, e foi isso que atraiu Uthaug para o projeto em primeiro lugar.

“Eu sempre fui fã de personagens femininos fortes”, acrescentou Uthaug, “e acho que eu tive personagens femininas fortes em todos os meus filmes anteriores”. Talvez o novo reboot venha a remover a crença de que Lara possa ser um estereótipo (ultrapassado e machista) de mulher sem inteligência e com apelo sexual, e restaurar sua imagem como um forte personagem humano e feminino.

Potencial universo compartilhado?

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Universos compartilhados são uma enorme tendência em Hollywood atualmente. Graças ao sucesso esmagador do Universo Cinematográfico Marvel, todos estão entrando na tendência – a Warner Bros. com seu DC Extended Universe (Universo Extendido DC) e MonsterVerse (ou monstroverso, uma realidade compartilhada por monstros icônicos como Godzilla, King Kong, etc.), bem como a Universal com o nome simples e cíclico Universal’s Monsters Universe (Universo de Monstros da Universal). Se fosse pela vontade do produtor Adrian Askarieh, haveria um universo compartilhado que consistia nas franquias baseadas em games Tomb Raider, Hitman, Deus Ex, Thief e Just Cause – todos jogos publicados pela Square Enix que possuem adaptações cinematográficas já lançadas ou em desenvolvimento.

Ele disse que iria colocar Just Cause, Hitman e Tomb Raider no quadro temporal atual do universo. “Deus Ex seria o futuro desse universo e Thief seria o passado”, disse Askarieh à IGN. “Infelizmente, eu não tenho Lara Croft, e [Hitman: Agent 47] precisa ser um grande sucesso para que isso aconteça.” Infelizmente, Hitman: Agent 47 obteve uma avaliação de 8% de críticas pelo Rotten Tomatoes. Outro problema é que os direitos do filme para a maioria dessas propriedades foram vendidos para vários estúdios de Hollywood, e não apenas um. E se ver o Universo Cinematográfico Marvel passar por todos aqueles anos de filmes dos X-Men nos ensinou alguma coisa, é que é difícil fazer com que crossovers aconteçam nestas circunstâncias. Por agora vemos o quanto é difícil fazer cruzamentos de histórias quando os personagens fazem parte de diferentes estúdios (ver: X-Men e Universo Cinematográfico Marvel). Mas olha, Spider-Man fez isso, então talvez haja uma chance.

A data de lançamento do reboot já está marcada

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Tomb Raider começou a ser filmado em 23 de janeiro de 2017, no tempo previsto conforme cronograma para que o filme cumpra o plano de estar pronto em 16 de março de 2018, data de seu lançamento. O próximo filme do super-heróis Flash já tinha uma data programada para lançamento, em março de 2018, mas os numerosos atrasos de produção e mudanças de diretor daquele filme tornaram isso improvável. De certa forma é bom para a Warner Bros., que fará a distribuição de The Flash e Tomb Raider – porque manter os dois filmes com data de lançamento muito próximas poderia prejudicar ambos os filmes. Então teremos primeiramente Tomb Raider, inclusive em IMAX.

Fonte: Traduzido do site Looper com adaptações