A verdade não contada de Dexter

Durante o curso de oito temporadas, o canal Showtime nos presenteou com a história de Dexter – especialista forense da polícia lutando para ser uma boa pessoa e, ao mesmo tempo, matando todas as pessoas más que podia encontrar. A série indicada ao Emmy fez o impensável: o público simpatizar com um assassino profundamente perturbado. Sente ao lado do “Passageiro Sombrio*”  e desfrute algumas coisas que você pode não sabia sobre Dexter.

* do original Dark Passenger, nome criado por Dexter para si mesmo, quando vivia seu lado mais sombrio de assassino

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É muito vagamente baseado em uma série de livros

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Em 2004, a produtora executiva Sara Colleton decidiu que iria desenvolver a série quando conheceu o romance policial de Jeff Lindsay, chamado Darkly Dreaming Dexter (no Brasil publicado com o título de ‘Dexter – A Mão Esquerda de Deus’. Embora ela não tenha o lido, leu uma revisão quando foi publicado. A primeira temporada da série é baseada no romance, que também segue um analista de respingos de sangue de Miami chamado Dexter Morgan. Esse especialista passa a assassinar secretamente criminosos cruéis depois de ter sido ensinado a matar pelo seu pai adotivo e ex-policial. Mas a maior parte do material do primeiro livro é usado no episódio piloto, e é nesse momento que a série e a obra escrita se afastam um do outro. Lindsay, em última análise, escreveu oito romances sobre Dexter.

Michael C. Hall não foi a primeira escolha para interpretar Dexter

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Os produtores não se aproximaram de Michael C. Hall para o papel-título de imediato, e ele também não estava. Depois de co-estrelar a série A Sete Palmos, da HBO, por cinco temporadas, Hall disse em um episódio do programa The Writer’s Room, do canal Sundance, que ele estava relutante em ir de imediato para outra série focada em morte. A primeira escolha dos showrunners foi Jeremy Renner (O Gavião Arqueiro, dos Vingadores), que era na época um ator de atributos relativamente obscuros. Mas Renner tinha acabado de retratar o serial killer da vida real Jeffrey Dahmer em 2002,  no filme Dahmer – Mente Assassina, então ele recusou. Os produtores então se aproximaram de Matthew Broderick, James Spader, Ben Stiller, e John Cusack – nenhum deles aceitou o papel.

Dexter é chamado de “Dexter” por uma razão

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Em latim, a palavra “Dexter” significa “direito” ou “destro”. Isso significa que o oposto da mão direita, a esquerda, seria sinistra. Isto se refere-se ao ‘Passageiro Sombrio” de Dexter, o apelido que ele dá para o lado assassino de sua personalidade que ele está constantemente tentando omitir. Logo, “Dexter” seria a personalidade “normal” que ele expõe aos outros.

A série chegou a ser exibida na TV aberta

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Dexter não sombrio só no tema, mas também mostra assassinatos com detalhes sangrentos. E, no entanto, por um breve período, ele foi televisionado no canal familiar CBS. Durante a prolongada greve da Associação dos Roteiristas de TV, no meio das temporadas no intervalo entre 2007 e 2008, executivos do canal estavam desesperados para encher a programação de qualquer forma. Enquanto a maioria das redes resolveu produzir reality shows, por terem um custo menor, a Entertainment Weekly relatou que a CBS passou alguns episódios repetidos de Dexter enquanto Criminal Minds e CSI estavam na espera. (Todas as partes mais sangrentas foram cortadas na edição).

Michael C. Hall e Jennifer Carpenter eram casados

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Com tantas horas convivendo juntos, bem próximos, e o fato da maioria das pessoas na TV possuírem ótima aparência, é incrível romances na fase inicial não se desenvolvem. Assim, duas pessoas no elenco Dexter foram golpeadas pela flexa do Cupido: Michael C. Hall e a co-estrela Jennifer Carpenter. Considerando que desempenharam papéis de irmãos na série, isso é só um pouquinho inquietante. Claro, eles não são parentes na vida real, e assim casaram na véspera do Ano Novo de 2008. O casal se divorciou dois anos depois, momento em que os roteiristas de Dexter decidiram conectar romanticamente os dois irmãos.

Dexter seria um assassino incrivelmente prolífico na vida real

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Alguém assistiu todos os 96 episódios com muito cuidado e registrou o número de pessoas mortas por Dexter morto junto com o número de lâminas de sangue que ele mantinha em sua caixa de recordação. Comparando esses números com a taxa real de homicídios em Miami entre 2006 e 2013 (os anos em que Dexter esteve no ar), ele teria matado a um ritmo surpreendente se ele fosse, você sabe, real. Para coletar todas aquelas lâminas, seria necessário que Dexter matasse em qualquer lugar de 12 a 16 pessoas por ano, ou pouco mais de uma pessoa a cada mês. Durante o mesmo período, Miami testemunhou entre 59 e 79 assassinatos por ano. Proporcionalmente, teria tornado Dexter responsável por 15 a 20 por cento de todos os homicídios da cidade.

Não culpe os roteiristas pelo final da série

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Dexter terminou com um dos desfechos de séries mais memoráveis – e odiados – de todos os tempos. Ele seria parado por seus colegas no Departamento de Polícia de Miami em um confronto sangrento antes que pudesse matar de novo? Em um mundo perfeito, sim. De acordo com a Vulture, os roteiristas do programa queriam terminar a série com Dexter sendo capturado e condenado à morte por injeção letal. Assim, ele iria finalmente encontrar, de alguma forma, a liberdade do seu Passageiro Sombrio. Mas os executivos da Showtime vetaram a ideia. Eles não iriam matar o personagem principal no caso de precisarem reviver futuro uma das mais populares séries da Showtime. Em vez disso, Dexter acabou como um lenhador em isolamento.

Fonte: Looper